A Vida - segundo Miramez

A vida, obejtivo maior do Espírito, e sua criação até sua plenitude, é a soma de encontros, apesar de aparentar tantos desencontros; é algo a ser cantado, enaltecido, comemorado, homenageado. Nas muitas formas de vida, a centelha divina se transforma desde sua criação; e nesse processo evolutivo, na etapa final dessa cadeia, está o homem quando, já racional e com poder de decidir, tem cada vez mais depurada a condição de conduzir seu próprio destino e os caminhos por onde vai passar.
Lembrem-nos de Jesus, quando dizia que Ele e o Pai eram um, e de Paulo, quando afirmava que já não era ele que vivia, mas Cristo que vivia nele. Essa afirmação é a conquista máxima do entendimento do que é a vida.
Somos feitos para imortalidade, trocamos de fardos como se troca de roupa, nos pequenos lapsos de momentos que chamamos encarnação. Uma encarnação de alguns anos, como é a vida do home, não passa de rápidos segundos, na eternidade. E nesse caminho encarnatório, fazemos com que os encontros pareçam desencontros. Como mônadas primárias, vamos tecendo nossa vida como se tece um tecido muito fino. Em nossos atos está o fator determinante para o caminho que devemos seguir, para as provas que devemos suportar e superar para nossa libertação, que se dá no processo encarnatório. Todo sofrimento tem su arazão de ser e nada acontence sem a permissão de Deus. é nos encontros marcados com inúmeras outras almas que vamos nos depurando, nos ajudando mutuamente, para que um dia venhamos a entender que o ser se torna uno com o seu Criador, deixando-O viver em seus pensamentos e atos.
Deixar o Criador viver em nossos pensamentos e atos não é abrir mão de nosso livre-arbítrio. É engano pensarmos assim, pois, neste momento, o Espírito é portador do máximo de livre-arbítrio. Temos os livre-arbrítio de ferir e magoar e, quando abdicamos disso para viver o bem, o nosso livre-arbítrio alcançou um ponto máximo, pois não teremos mais a disposição de fazermos mal algum, de viver qualquer desajuste, de cometer um desatino. Não abrimos mão do livre-arbítrio, quando vivemos só pelo bem!
Nossa liberdade se amplia quando pensamos sempre no bem. Já estamos então livres das influências negativas do nosso meio. A descoberta do bem, em sua integridade, faz com que o homem aja de forma mais natural e espontânea, pois o bem passa a ser o seu natural, embora não exclua a racioalidade e é esse o objetivo da vida, e também é essa a verdadeira realização de felicidade. A felicidade não está em conquistas materiais, nem em encontros sentimentais com quem quer que seja, mas em não desejar possuir e reter junto a si os instrumentos de felicidade, no sentir-se pleno, no nutrir tanto amor que se satisfaça dele. Jesus nos mostrou Sua plena felicidade de Espírito elevado quando pronunciou que Ele e o Pai eram um e que Sua vida era uma coesão perfeita com Sua divindade. Mostrou-Se o Espírito perfeito, pleno da qualidade de amar.
A vida é bonita, podemos afirmar sem qualquer medo de errar, pois se a observarmos como oportunidade grandiosa de progresso para o Espírito, só por aí já basta para acharmos bela. Se ainda verificarmos o belo à nossa volta, deixando de lado o mal gerado pelo homem, e nos centrarmos nos recursos da natureza dada pelo pai, para que possamos vê-Lo em toda Sua beleza, expresso na flor que nasce, no dia de sol que amanhece, na criança que corre para os braços do pai em busca de proteção, no animal que defende sua cria com o instinto de sobreveivência, na perfeição do encontro da natureza entre terra, fogo, água e ar, na reunião dos fatos que nos permitem progredir, são muitos os fatores a serem observados por aquele que quer sair da ótica da lamentação e ver a beleza que Deus nos oferece como companhia para vida. E estamos falando de um plano de provas e xpiações! Se você pudesse ver a perfeição do belo, mais rapidamente aceitaria romper com a barreira do aprendizado.

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