Globo reporter - 26/03/10 - Chico Xavier

Principal preocupação de Chico Xavier era com os vivos - Além do conforto espiritual, o médium fazia questão de dar apoio material. Ele acreditava que o único caminho possível para a felicidade era a caridade.
O que será que faz da cidade mineira de Uberaba um lugar tão especial para os admiradores de Chico Xavier?
Quando Chico veio para Uberaba em 1959, ele já era um médium famoso, mas o município era apenas uma acanhada cidade do oeste de Minas Gerais. Não havia nem 10 centros espíritas. Mas depois de Chico, as coisas mudaram. Caravanas de pessoas que vinham vê-lo enchiam a cidade. Foram abertos mais de 100 centros, e Uberaba passou a ser conhecida como a capital espírita do Brasil.
Até hoje, a presença Chico é forte em todos os cantos da cidade. “Aqui está a raiz. E a gente tem que conservar. Aqui está o que ele plantou”, afirma a aposentada Efigênia de Melo. Efigênia de Melo caminha com dificuldade. Qual idade ela tem: 80, 90 anos? Ninguém sabe. Hoje, é a aposentada quem guarda a chave da Casa da Prece, lugar onde Chico fazia as sessões espíritas. A casa continua aberta para receber quem chegar.
Tudo no local está praticamente do jeito que era, quando multidões iam em busca de uma palavra de esperança. A cadeira de Chico continua exatamente onde ele deixou, na última vez que esteve para psicografar mensagens e atender os aflitos. O homem que dizia conversar com os mortos se preocupava mesmo era com os vivos. Além do conforto espiritual, ele fazia questão de dar apoio material. Chico acreditava que o único caminho possível para a felicidade era a caridade.
“Não apareceu, por enquanto, nenhuma frase resumindo uma filosofia correta de vida como aquela pronunciada por Jesus: ‘amai-vos uns ao outros como vos amei’. Ou seja, amar sem esperar sem amado e sem aguardar recompensa alguma. Amar sempre”, disse Chico, quando era vivo. Para Chico, vir ao encontro do povo mais humilde e ajudar os necessitados era uma missão. Durante anos, todos os sábados no início da tarde, ele ficou a sombra de um abacateiro para fazer uma enorme distribuição de alimentos, remédios e roupas de bebê. Não era preciso fazer ficha ou ter o nome em uma lista. Quem chegasse, levava a sacola com donativos.
No começo, era uma peregrinação pelas ruas do bairro pobre. Com o tempo, a fila foi aumentando. No Natal, a fila chegava a vários quilômetros. A dona de casa Abadia da Silva Souza conheceu o médium caridoso: “Quando eu estava grávida, vinha buscar enxoval para meus filhos. Quando estava frio, os agasalhos”, conta. Além da ajuda, Chico deixou um exemplo de vida. “Quem chega à minha porta, eu sempre tenho alguma para dar, um prato de comida, uma xícara de café ou um pão”, diz Abadia. Mesmo sem Chico, a distribuição de alimentos continua. Agora, ela acontece em um centro, onde um novo abacateiro foi plantado para lembrar os velhos tempos.
Voluntários e amigos ajudam do jeito que podem. O médico pessoal de Chico Xavier, Eurípedes Tahan, dá assistência médica gratuita desde a chegada do médium em Uberaba. “A presença do Chico proporcionava para aquele que estava em torno dele de ajudar. Então, nós fomos nessa fileira e tornou-se uma amizade muito grande”, conta o médico.
O jantar que Chico oferecia aos necessitados uma vez por semana também continua a ser feito. A cozinha foi um dos poucos lugares em que ele esteve pouco antes de morrer. As cozinheiras ainda são as mesmas. Efigênia e Neuza também são voluntárias. O tempo todo, a imagem de Chico Xavier é celebrada.
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Amanhã Francisco Candido Xavier completaria 100 anos, e em sua homenagem, postarei um pouco de sua linda história ....


Dados pessoais: Nome: Francisco Cândido Xavier

Nascimento: 2 de abril de 1910, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas Gerais

Homem: médium espírita

Desencarne: 30 de junho de 2002, em Uberaba, Minas Gerais.


1. INFÂNCIA


Seu sofrimento começou desde os primeiros anos de sua existência. Quando tinha 5 anos de idade sua mãe veio a falecer. De família numerosa e poucas posses, seu pai achou por bem distribuir os filhos entre os parentes. Na diáspora da família, Chico vai para a casa da madrinha, dona Maria Rita de Cássia, uma mulher extremamente maldosa que, entre outras, dava-lhe uma surra todo o dia, enfiava o garfo em sua barriga e, certa vez, obrigou-o a lamber a ferida de um outro menino adotivo.


2. FENÔMENO MEDIÚNICO


O fenômeno mediúnico é o marco fundamental de sua existência. Hoje, tem mais de 400 obras psicografadas, que transformadas em tempo, perfazem aproximadamente 11 anos de transe mediúnico. Sua atividade mediúnica começou desde garoto, isto é, desde os 5 anos de idade, quando já conversava com sua mãe desencarnada. Dela recebia uma série de conselhos que o ajudaram a suportar todos os revezes e dissabores de sua infância sofrida junto à sua madrinha. Educado no catolicismo, não foi muito fácil a aceitação dos parentes e amigos sobre o desenvolvimento de sua mediunidade.


3. GUIA PROTETOR


O Espírito Emmanuel é o seu guia protetor. Esse espírito, como a maioria dos Espíritas sabe, foi Públio Lêntulus, senador romano da Antigüidade. Diz-se também que ele teve uma reencarnação no Brasil como Padre Manoel da Nóbrega. É por intermédio de Emmanuel que o Chico Xavier escreveu a maioria de seus livros. Além disso, guia-o, inclusive, no aprimoramento do idioma português, para melhor expressar a Doutrina dos Espíritos. Confessa isso no programa Pinga Fogo, levado ao ar pela antiga TV Tupi, em 1971.


4. PASSAGENS INTERESSANTES


A vida de Chico Xavier é entremeada de muitos fatos, entre os quais, relatamos:1º) para auxiliar um cego que tinha sofrido uma queda, precisou da colaboração de 2 prostitutas, que depois mudaram de vida em virtude de suas preces; 2º) relata o episódio do avião, que em pleno vôo começou a fazer peripécias no espaço e, ele como os demais tripulantes, começaram a gritar no que Emmanuel retruca: "Se tiver de morrer, morra com educação";3º) sua vizinha roubava-lhe as verduras. Pede auxílio à sua mãe, já desencarnada. Esta aconselha-o, quando todos saírem, a entregar a chave da casa para a vizinha tomar conta. Conseqüência: acabou o furto.

5. OBRAS


Dada a vastidão de títulos, citaremos apenas alguns:

Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, pelo Espírito Humberto de Campos;A Caminho da Luz, pelo Espírito Emmanuel;Nosso Lar, pelo Espírito André Luiz; Vinha de Luz, pelo Espírito Emmanuel.

Hino a Meimei

João Cabete, em suas iluminadas inspirações, retrata bem Meimei em uma linda canção:

Meimei, na luz do teu olhar,
Cintila a paz do Senhor!


É sol, iluminando os tristes,
na senda da dor.

Meimei, envolve a nossa prece
Na luz do teu grande amor!

Trazendo do Reino de esplendor,
Consolo as pobres criancinhas
que choram a dor da triste desventura
na senda da grande amargura

Meimei, amor!

Obras de Meimei

São inúmeras obras feitas com auxílio ou por Meimei. No link abaixo, encontramos algumas de suas obras:

http://www.candeia.com/autor.asp?id=1125

Meimei


Mencionamos a pouco uma oração sobre o perdão, escrita pelo doce espírito Meimei ... já ouviram falar?


MEIMEI (Irma de Castro Rocha) (*22/10/1922 - +01/10/1946)


RESUMO BIOGRÁFICO:


Homenageada por tantas casas espíritas, que adotam o seu nome; autora de vários livros psicografados por Chico Xavier, entre eles: "Pai Nosso", "Amizade", "Palavras do Coração", "Cartilha do bem", "Evangelho em Casa", "Deus Aguarda", "Mãe" etc... e, no entanto, tão pouco conhecida pelos testemunhos que teve de dar quando em vida, Irma de Castro - seu nome de batismo - foi um exemplo de resignação ante a dor, que lhe ceifou todos os prazeres que a vida poderia permitir a uma jovem cheia de sonhos e de esperanças. Meimei nasceu em 22 de outubro de 1922, na cidade de Mateus Leme - MG e transferiu residência para Belo Horizonte em 1934, onde conheceu Arnaldo Rocha, com quem se casou aos 22 anos de idade, tornando-se então, Irma de Castro Rocha. O casamento durou apenas dois anos, pois veio a falecer com 24 anos de idade, no dia 01 de Outubro de 1946, na cidade de Belo Horizonte-MG, por complicações generalizadas devidas a uma nefrite crônica.

A Origem da Doença


Durante toda a infância Meimei teve problemas em suas amígdalas. Tinha sua região glútea toda marcada por injeções. Logo após o casamento, voltou a apresentar o quadro, tendo que se submeter a uma cirurgia para extração dessas glândulas. Infelizmente, após a operação, um pequeno pedaço permaneceu em seu corpo, dando origem a todo o drama que viria a ter que enfrentar, pois o quadro complicou-se com perturbações renais que culminaram com hipertensão arterial e craniana.

O Sofrimento


Devido à hipertensão, passou a apresentar complicações oculares, perdendo progressivamente a visão e tendo que ficar dia e noite em um quarto escuro, sendo que nos dois últimos dias de vida já estava completamente cega. Durante os últimos dias de vida, o sofrimento aumentou. Tinha de fazer exames de urina, sangue e punções na medula, semanalmente. Segundo Arnaldo Rocha, seu marido, Meimei viveu esse período com muita resignação, humildade e paciência.


O Desencarne


Os momentos finais foram muito dolorosos. Seus pulmões não resistiram, apresentando um processo de edema agudo, fazendo com que ela emitisse sangue pela boca. Seus últimos trinta minutos de vida foram de desespero e aflição. Mas, no final deste quadro, com o encerramento da vida física, seu corpo voltou a apresentar a expressão de calma que sempre a caracterizou. Meimei foi enterrada no cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte.


Surge Chico Xavier


Aproximadamente cinqüenta dias após a desencarnação da esposa, Arnaldo Rocha, profundamente abatido, acompanhado de seu irmão Orlando, que era espírita, descia a Av. Santos Dumont, em Belo Horizonte, quando avistou o médium Chico Xavier. Arnaldo não era espírita e nunca privara da companhia do médium até aquele momento. Quase dez anos atrás haviam-no apresentado a ele, muito rapidamente. Ele devia ter pouco mais de doze anos. O que aconteceu ali, naquele momento, mudou completamente sua vida. E é ele mesmo quem narra o ocorrido: "Chico olhou-me e disse: "Ora gente, é o nosso Arnaldo, está triste, magro, cheio de saudades da querida Meimei"... Afagando-me, com a ternura que lhe é própria, foi-me dizendo: "Deixe-me ver, meu filho, o retrato de nossa Meimei que você guarda na carteira." E, dessa forma, após olhar a foto que Arnaldo lhe apresentara, Chico lhe disse: - Nossa querida princesa Meimei quer muito lhe falar!"


E, naquela noite, em uma reunião realizada em casa de amigos espíritas de Belo Horizonte, Meimei deixou sua primeira mensagem psicografada. E, com o passar dos anos, Chico foi revelando aos amigos mais chegados que Meimei era a mesma Blandina, citada por André Luiz na obra "Entre a Terra e o Céu" (capítulos 9 e 10), que morava na cidade espiritual "Nosso Lar"; disse, também, que ela é a mesma Blandina, filha de Taciano e Helena, que Emmanuel descreve no romance "Ave Cristo", e que viveu no terceiro século depois de Jesus.
Enfim, para concluir, resta apenas dizer que "Meimei" era um apelido carinhoso que o casal Arnando-Irma passou a usar, após a leitura de um conto chamado "Um Momento em Pequim", de autor americano. Ambos passaram a se tratar dessa forma: "Meu Meimei". E, segundo Arnaldo, Chico não poderia saber disso.(Meimei - expressão chinesa que significa "amor puro")

Materialização de Meimei


"Uma noite, sentimos um delicioso perfume. Intimamente, achei que era o mesmo que Meimei costumava usar. Surpreendi-me quando percebi que o corredor ia se iluminando aos poucos, como se alguém caminhasse por ele portando uma lanterna. Subitamente, a luminosidade extinguiu-se. Momentos depois, a sala iluminou-se novamente. No centro dela, havia como que uma estátua luminescente. Um véu cobria-lhe o rosto. Ergueu ambos os braços e, elegantemente, etereamente, o retirou, passando as mãos pela cabeça, fazendo cair uma cascata de lindos cabelos pretos, até a cintura. Era Meimei. Olhou-me, cumprimentou-me e dirigiu-se até onde eu estava sentado. Sua roupagem era de um tecido leve e transparente. Estava linda e donairosa! Levantei-me para abraçá-la e senti o bater de seu coração espiritual.


Beijamo-nos fraternalmente e ela acariciou o meu rosto e brincou com minhas orelhas, como não podia deixar de ser. Ao elogiar sua beleza, a fragrância que emanava, a elegância dos trajes, em sua tênue feminilidade, disse-me: - "Ora, meu Meimei, aqui também nos preocupamos com a apresentação pessoal! A ajuda aos nossos semelhantes, o trabalho fraterno fazem-nos mais belos e, afinal de contas, eu sou uma mulher! Preparei-me para você, seu moço! Não iria gostar de uma Meimei feia!"

Iniciando dia

Prece

Pai, quando eu for chamado para junto de Ti, quero partir com o coração aliviado de qualquer sentimento menor que possa reter-me ao vale de lágrimas onde me encontro hoje.
Ah, Meu Deus, que nada do que já vivi e ainda vivo seja obstáculo à minha felicidade amanhã!...
Quando eu me for, quero alçar vôo como fazem as aves que planam livres por sobre as misérias humanas, e que não pousam no chão senão para buscar o alimento que as mantém fortes nas alturas!...
Quando meus olhos se cerrarem à ilusão da carne, é de minha vontade que eu me distancie do mundo com a leveza das almas experimentadas na forja das provas árduas, sem que o peso dos sentimento menores impeça meu anseio anseio de libertação!
Desejo, Pai, libertar-me, sendo fiel à Tua lei de amor e de perdão!Eu compreendo que a Terra é a escola onde Tu nos prepara para a angelitude!...Eu compreendo que o sofrimento é a lição que nos faz avançar para a glória ou estacionar na senda de novas e mais dolorosas provas!...Eu compreendo que tudo é seleção: os laços, a estrada, os acontecimentos...De minha atitudes colherei bem ou mal; com minhas decisões talharei o que serei amanhã. Alegrias infinitas ou sofrimentos sem conta nascem unicamente de meus atos, a revelia do que os outros me fazem ou deixam de fazer...
Por isso, Pai, conduz meu pensamento de tal sorte que, quando chegar minha hora, nada do que vivi possa retardar-me o passo ou prender-me outra vez ao sombrio grilhão da dor. De todos os momentos experimentados, que eu carregue comigo apenas aqueles que me proporcionaram coisas úteis e felizes. Que os infortúnios e mágoas do passado não sejam mais peso em meu coração a impedir a realização dos mais ardentes anseio de felicidade e sublimação!...As lágrimas que me fizeram verter - eu perdôo.
As dores e as decepções - eu perdôo.As traições e mentiras - eu perdôo.As calúnias e as intrigas - eu perdôo.O ódio e a perseguição - eu perdôo.Os golpes que me feriram - eu perdôo.Os sonhos destruídos - eu perdôo.As esperanças mortas - eu perdôo.O desamor e a antipatia - eu perdôo.A indiferença e a má vontade - eu perdôo.A desconsideração dos amados - eu perdôo.A cólera e os maus tratos - eu perdôo.A negligência e o esquecimento - eu perdôo.O mundo, com todo o seu mal - eu perdôo.A partir de hoje proponho-me a perdoar porque a felicidade real é aquele que nasce do esquecimento de todas as faltas!...
No lugar da mágoa e do ressentimento, coloco a compreensão e o entendimento; no lugar da revolta, coloco a fé na Tua Sabedoria e Justiça; no lugar da dor, coloco o esquecimento de mim mesmo; no lugar do pranto coloco a certeza do riso e da esperança porvindoura; no lugar do desejo de vingança, coloco a imagem do Cordeiro imolado e o mais sublime dos perdões...
Só assim, Pai, se um dia eu tiver que retornar à carne, poderei me levantar forte e determinado sobre os meus pés e não obstante todos os sofrimentos que experimentar, serei naturalmente capaz de amar acima de todo desamor, de doar mesmo que despossuído de tudo, de fazer feliz aos que me rodearem, de honrar qualquer tarefa que me concederes, de trabalhar alegremente mesmo que em meio a todos impedimentos, de estender a mão ainda que em mais completa solidão e abandono, de secar lágrimas ainda que aos prantos, de acreditar mesmo que desacreditado, e de transformar tudo em volta pela força de minha vontade, porque só o perdão rasga os véus sombrios do ressentimento e da revolta, frutos infelizes do egoísmo e do orgulho, libertando meu coração no rumo do bem e da paz, do amor verdadeiro e da felicidade eterna!
Assim seja!(Psicografia Instituto André Luiz, 08.03.2003)
Leitura edificante - O perdão
Ela se chamava Mega e tinha uma chefe terrível. Quando Mega chegava pela manhã e falava "bom dia", a chefe respondia com uma pergunta: "por que não chegou mais cedo?" Se chegasse antes da hora, a chefe não estava lá, mas ficava sabendo e lhe perguntava se ela não sabia qual o horário do expediente, mesmo depois de trabalhar ali há tantos anos.
Era uma mulher má. Implicava com tudo. Até que um dia Mega se cansou e decidiu se demitir. "Vou sair, mas antes vou dizer tudo o que tenho vontade", foi o que pensou. Exatamente naquele dia ela estava almoçando quando encontrou a dra. Casarjian que a convidou para assistir a um treinamento, naquela tarde. "Não posso", foi a sua resposta. "tenho expediente a cumprir." "Por que não?"
Mega falou sobre a chefe que vivia implicando com ela e a dra. Casarjian lembrou que pior a situação não poderia ficar. Além do que, se a chefe lhe desse uma bronca por faltar ao trabalho, naquela tarde, ao menos teria motivo. Mega lembrou que no dia seguinte iria se demitir, por isso resolveu ir ao encontro. Ali ouviu referências a respeito do perdão. "O perdão é bom para você", falava a Dra. "Se você perdoar alguém que o ofendeu ele continua do mesmo jeito mas você se sentirá bem." "Se você perdoar o mentiroso, ele continuará mentiroso mas você não se sentirá mal por causa das mentiras dele."
Ao final do treinamento, Mega concluiu que a sua chefe estava muito doente e tirou-a da cabeça. No dia seguinte, tomou uma resolução: "não vou deixar que ela me atormente mais. E nem vou abandonar o trabalho que eu gosto." Mega chegou e cumprimentou: "olá." A chefe foi logo lhe perguntando o que tinha acontecido. Ela estava diferente. Mega falou que havia participado de um treinamento e que estava bem consigo mesma e até convidou a chefe para tomar chá, ao final da tarde. A reação veio logo: "você está me convidando só para eu não reclamar de você?" "Pode reclamar, até mandar descontar as minhas horas. Mas eu insisto no chá."
E foram. Durante o chá, a chefe falou da sua surpresa em ter sido convidada para aquele chá. Ela sabia que era intratável. Também falou da sua emoção. Nunca ninguém a convidara para um lanche, um café. Acabou por falar das suas dores. O marido lhe batia, o filho vivia no mundo das drogas. Por isso ela odiava as pessoas. Era infeliz e agredia. Semanas depois, era a própria chefe que comparecia ao novo treinamento da Dra. Casarjian a respeito do perdão.
Perdoar é libertar-se. Aquele que agride é sempre alguém a um passo do desequilíbrio. Aquele que persegue nem pode imaginar o quanto se encontra enfermo. Sem dúvida, a felicidade pertence sempre àquele que pode oferecer, que a possui para dar. Nosso maior exemplo é Jesus. Poderia ter reagido às agressões, mas preferiu perdoar e amar, por saber que aqueles que o afligiam eram espíritos atormentados em si mesmos. Por essa razão, dignos de perdão. E se você tiver ainda muita dificuldade para perdoar, pense que tudo passa. Passam as coisas ruins, passam as pessoas que as provocam. Só o bem permanece para sempre.

Perdoa as nossa dívidas - Meimei


Quando pronunciamos as palavras "perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores", não apenas estamos à espera do benefício para o nosso coração e para a nossa consciência, mas estamos igualmente assumindo o compromisso de desculpar os que nos ofendem.


Todos possuímos a tendência de observar com evasivas os grandes defeitos que existem em nós, reprovando, entretanto, sem exame, pequeninas faltas alheias. Por isso mesmo Jesus, em nos ensinando a orar, recomendou-nos esquecer qualquer mágoa que alguém nos tenha causado.Se não oferecermos repouso à mente do próximo, como poderemos aguardar o descanso para os nossos pensamentos?Será justo conservar todo o pão, em nossa casa, deixando a fome aniquilar a residência do vizinho? A paz é também alimento da alma, e, se desejamos tranqüilidade para nós, não nos esqueçamos do entendimento e da harmonia que devemos aos demais.


Quando pedirmos a tolerância do Pai Celeste em nosso favor, lembremo-nos também de ajudar aos outros com a nossa tolerância.Auxiliemos sempre. Se o Senhor pode suportar-nos e perdoar-nos, concedendo-nos constantemente novas e abençoadas oportunidades de retificação, aprendamos, igualmente, a espalhar a compreensão e o amor, em benefício dos que nos cercam."

(Do livro "Pai Nosso", de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Meimei